Interview d'Alexandre qui a pris sa retraite, apres 27saisons au clubs
«É possível fazer um balanço de 25 anos (17 como profissional) ao serviço do Varzim em duas ou três fundamentais? É possível e é fácil: é
paixão, é amor, é alegria, é felicidade e são momentos inesquecíveis, tanto os positivos como os negativos. Os positivos porque nos fazem sentir que somos donos do mundo; os negativos porque nos fazem crescer e tornam-nos seres humanos mais fortes. Os meus 25 anos no Varzim foram assim. Mas acima de tudo foram marcados pela imensa felicidade que tive por representar o meu clube.»
« (...) Qual foi para si o grande momento, o mais alto da sua carreira? Foi a estreia. Eu, tal como qualquer miúdo, tinha sonhos e o meu era jogar na equipa profissional do Varzim. Pode imaginar-se que conseguir isso apenas com dois meses de futebol profissional nas pernas é uma sensação extraordinária. E isso tenho que agradecer ao mister Washington. Foi há 17 anos. O Varzim não vinha de uma fase muito positiva: tinha acabado de cair na II Divisão B, vinha de épocas conturbadas e não era fácil apostar num miúdo como eu para ser logo patrão da defesa. Mas nunca mais me esqueço das palavras dele: “miúdo vai jogar...enquanto eu aqui estiver e tu estiveres bem, vais ser titular... a idade para mim não conta”. Depois disso foram 13 ou 14 anos consecutivos como titular.»
« (...) Entre os seus bons momentos, certamente o da entrega da braçadeira de capitão também fica na memória... Foi aos 19 anos, na segunda época como sénior, depois de ter assinado um contrato promessa com o FC Porto. E pouca gente sabe disso. Mas só recebi a braçadeira definitivamente pela mão do José Alberto Torres que me disse uma daquelas frases que nos marcam para a vida:
“Hás-de ser capitão por muitos e longos anos”. E assim foi.» «Falou desse contrato-promessa que assinou com o FC Porto. Certamente não terá sido a única situação em que foi assediado para deixar o Varzim. Porquê que nunca o fez? Porque sabia que se saísse daqui não iria ser feliz. O amor incondicional a este clube falou sempre muito mais alto. Eu costumo dizer – e é verdade – que perdi dinheiro em não sair do Varzim. Não digo isto com qualquer tipo de arrependimento. Mas a verdade é que todos os anos tive propostas para sair, algumas delas muito boas em termos monetários. Tanto da Primeira como da Segunda Liga.
Quer revelar? Desde o FC Porto (por duas vezes), Guimarães, Braga, Belenenses, Boavista, Naval 1º de Maio, Setúbal... Até cheguei a receber um convite do Maiorca, de Espanha, aos 24 anos. Se se concretizasse, ganhava a minha dependência financeira. Era muito dinheiro mesmo.»«O Alexandre certamente não estaria à espera de um final de carreira tão conturbado.Não estava de todo à espera, confesso. Aliás, eu sonhava subir de divisão esta época. E assim que saiu o calendário do campeonato, a minha primeira preocupação foi perceber se ele terminava em casa ou não, para poder festejar a subida aqui na Póvoa. Estava longe de imaginar que íamos ficar afastados desse objectivo, ainda por cima com problemas tão graves ao longo da época. Como calcula, fiquei extremamente frustrado e triste.
«O Alexandre nunca pensou em avançar para a presidência do Varzim?Essa é uma das certezas que tenho na vida. Hei-de ser presidente do Varzim. Quando? Não sei...»
Grande Capitão, il aurait pu signer dans ce grand club comme Porto, Mallorca, Belenenses, gagner bien sa vie, et non il est rester !!!!
Porque sabia que se saísse daqui não iria ser feliz.O amor incondicional a este clube falou sempre muito mais alto. Juste Magnifique
